quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Crítica despreocupada-----------------Livro Melancia, atração com ressalvas

Há algum tempo, nutria a vontade de conhecer as estórias dos comentados livros da autora Irlandesa Marian Keyes. Não era incomum vaguear pelas lojas de varejo, livrarias ou mesmo internet e me deparar com seus livros de capas coloridas e despojadas, que pareciam estampar o slogan: Leia-me, eu prometo ser divertido!

Talvez na esperança de encontrar algo com mais sustância intelectual ou, simplesmente, economizar alguns trocados, deixava de lado a ideia de me apropriar da graça e espontaneidade da tal autora. Entretanto, esses dias, eis que o livro cai em minhas mãos. Quero deixar bem claro que não o comprei, apenas peguei emprestado da minha irmã mais velha, que tem gostos bem mais extravagantes que os meus.

Comecei a ler o livro despretensiosamente, mas cheia de interesse. A primeira impressão não foi das melhores, mas nem por isso consegui largá-lo no canto do sofá, da cama ou sei lá por onde o estava lendo. Certamente por teimosia ou por detestar deixar “questões” inacabadas.

Pois então, de cara, a obra me pareceu demasiadamente despojada, preenchidas de palavras “chulas” e muito, muito, cheia de detalhes, ou melhor, digressões da autora, que, sem dúvida, deixou de lado todo o seu poder de síntese. E sabe o que é pior?! O livro é carregado de feminismo e de toda sorte de fraquezas e inseguranças que quase 99% das mulheres insistem em ter!

Mas vamos ao livro! (Devo ter pegado o jeito prolixo dela ser) Mesmo com essas falhas e com uma narrativa com dramas vulgares e em excesso. Sem contar o fato de a personagem principal ser uma mulher infantil, mimada, insegura e, por vezes, egoísta e fútil, o enredo parece ter um imã. Provavelmente, por se tratar de uma leitura leve, sem complexidade, que exige pouco ou quase nada do leitor.

A obra trata, basicamente, da vida de uma mulher de 29 anos, chamada Claire, que é abandonada pelo marido imediatamente após dar à luz a primeira filha do casal. Despedaçada, arrasada, infeliz, transtornada, ela resolve deixar sua vida confortável em Londres, para superar essa dor junto à família nada padrão dela – formada pela mãe, que mal sabe fazer um ovo; o pai, que está sempre a mediar os conflitos familiares; e as duas irmãs, a meiga, porém “drogadinha” Anna, e a egocêntrica e impertinente Helen –­­, em Dublin, Irlanda.

Depois de uns dois meses e de ter vivido muitos altos e baixos (muito mais baixos), regados a mau gênio, álcool e revoltas, Claire, a custo, vai se recuperando e se dando a oportunidade de cuidar de si e da filha recém-nascida, e de aproveitar a rotina familiar. É partir desse momento que a obra ganha novos contornos, e deixa de ser um livro de auto-piedade, para se tornar um romance “adolescente”. Novos personagens surgem e outros reaparecem, deixando Claire com a missão de fazer difíceis escolhas.

Apesar de ter pulados alguns parágrafos, impaciente com a falta de objetividade de Marian Keyes (se fosse contada por mim, essa estória teria meras 10 páginas), devo admitir que me rendo a essa técnica da autora! Graças a isto, ela dialoga, constantemente, com os leitores e nos insere na mente incrivelmente inventiva e instável de Claire, aproximando-nos ainda mais dos personagens.

Sem dúvidas, “Melancia” é um livro a ser indicado. Até mesmo para aquelas mais bem resolvidas. Um pouco de graça e drama alheio não faz mal a ninguém! E se eu tiver a sorte de ter em minhas mãos, por acaso do destino, outros dos seus livros – “Férias!” “Sushi”, “Casório?!” “Tem alguém aí?”, “É agora... ou Nunca” –, vou fazer um charminho, mas vou lê-los todos, total despretensiosamente.

Mas lembre-se: nunca, nunca mesmo, deixem esse livro cair na mão dos seus namorados, maridos, amantes, casos, etc... Eles vão saber muitas das fraquezas femininas, não vão compreender nada e ainda vão detestar a “anti-heroína” Claire. E se eles insistirem em saber do que se trata, diga que é um livro que fala sobre as vantagens da melancia e outras frutas tropicais. Caso contrário, vocês correm o risco de serem friamente criticadas. (Bem, pelo menos, foi isso que meu namorado fez!)

Dica: Não leia o resumo da contra-capa. Isto deixará o enredo mais surpreendente!

Livro: Melancia
Título Original: Watermelon
Autora: Marian Keyes
490 páginas
Ano: 2004
Tradução: Sônia Coutinho

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cultura livre, cultura sem barreiras


O tema cultura livre, apesar de novo, vem despertando a curiosidade de jovens e adultos do mundo todo. Entretanto, a quantidade de pessoas que conhecem essa nova forma de “cultura” ainda é limitada. Quando indagadas sobre o assunto, muitas pessoas não sabem responder ou associam à internet. Em parte, estão certas. Mas afinal, o que é cultura livre?

Cultura livre é um movimento, criativo, para difusão de idéias, conhecimentos e cultura e para democratização da informação, por meio do acesso livre, eficiente e inclusivo. E a internet, por ser um espaço global, econômico e livre, acabou tornando-se um dos principais meios de propagação e difusão da cultura livre. Um exemplo interessante pode ser visto no site Cultura Livre (http://www.culturalivre.org.br), que desenvolve um projeto em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas e o Link Centre da África do Sul.

O Cultura Livre tem por objetivos permitir a compreensão do impacto da propriedade intelectual para o desenvolvimento, para a mídia e para a cultura. A fim de articular a “sociedade civil nacional e internacional em defesa da emancipação cultural e do acesso a bens e produtos culturais, no intento de rearranjar o equilíbrio entre interesses do Poder Público, da iniciativa privada e da Sociedade Civil, particularmente nos países em desenvolvimento”.

O movimento vem ganhando força e repercutindo em boa parte da nossa "aldeia global" graças às novas ferramentas tecnológicas e às novas mídias sociais, como blogs, youtube, redes sociais - Facebook, Orkut, Myspace -, "compartiladores" de fotos, documentos e vídeos, etc. Estas, por serem mídias democráticas e de alta interatividade, impulsionam a difusão de toda sorte de produção intelectual, que deixam de figurar apenas em âmbito local para atravessar fronteiras e "ganhar o mundo".

No jornalismo, a preocupação com a difusão da informação de forma ampla já pode ser percebida nas páginas online dos jornais, que disponibilizam, além de notícias novas e em tempo real, suas edições impressas na integra e sem nenhum custo. O site Centro de Mídia Independente (http://www.midiaindependente.org) é exemplo de comunicação aberta e democrática. Nele são postadas matérias escritas por colaboradores de todos os Estados brasileiros, que escrevem sobre temas marginalizados pela grande mídia, como os movimentos de cunho social.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Violência Infantil

Pelo o direito de rir e ser feliz...

Até onde vai a violência e a perversidade do homem? Essa é a pergunta que faço a cada assombroso caso de violência relatado contra crianças. Aproveitando-se da fragilidade delas, adultos e adolescentes praticam atos covardes e monstruosos. Mais um desalento, mais uma revolta...

“Pai acusado de jogar filha de quarto anos do sexto andar”, “Criança de quatro anos violentada e estrangulada”, “Bebê é encontrado abandonado em lata de lixo”, “Mãe é suspeita de jogar filho no rio”, "Jovem invade escola e mata 12 adolescentes" e, pasmem, “Menina de dez meses é estuprada”. Essas são algumas das manchetes que somos expostos diariamente. Sem falar dos milhares de casos de crianças que são aliciadas e exploradas sexualmente, quando nem ao mesmo têm noção do que é sexo.

Onde estão a ética e os valores humanos? Ou já não somos tão humanos assim?! Onde está a punição devida aos agressores, que muitas vezes saem impunes? Faltam provas ou falta caráter?

O fato, é que a violência cresce em escala mundial. Estima-se que cerca de 133 a 275 milhões de crianças, em todo o mundo, testemunham violência doméstica anualmente. No Brasil a situação não é muito diferente. De acordo com pesquisas realizadas entre 1996 e 2007, foram notificados 159.754 casos de violência doméstica. A maioria, 65.669, é de negligência. A violência física vem em segundo lugar, com 49.481 casos, seguida de violência psicológica (26.590) e de violência sexual (17.482).

Dados do serviço “Disque 100”, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, indicam que, a cada dia, em média, 73 crianças e adolescentes sofrem algum tipo agressão no Brasil. Já registros do Ministério da Saúde mostram que uma criança é assassinada a cada dez horas no Brasil. Na maioria das vezes, as vítimas são mortas por sufocamento, armas brancas (facas, por exemplo) e estrangulamento. O medo de denunciar é uma das razões para esses números tão desoladores. Apenas 10% dos casos de abusos físicos e psicológicos contra as crianças são denunciados.

A situação torna-se ainda mais alarmante em relação às mulheres. Segundo dados do Dique-Denúncia, das 165.346 vítimas contabilizadas em 2009, 62% eram do sexo feminino e 38%, do sexo masculino. Entre as acusações de violência sexual, 59% das vítimas eram mulheres; nos casos de violência física e psicológica, 51% eram do sexo feminino. O único tipo de violência em que houve equilíbrio entre as vítimas foi a negligência (50% para cada sexo).

O que mais causa inconformismo é que a grande maioria desses casos ocorre no ambiente familiar, de baixo dos olhos dos pais. Resta saber o que vai ser feito pelas autoridades e pelos cidadãos comuns para mudar essa vergonhosa face do Brasil e do mundo. As crianças estão morrendo, estão perdendo o direito de brincar e rir, e nós estamos apenas de espectadores, limitando-nos a lamentar: “Que horror!”, “Que monstro!”, “Que tragédia!”.

Créditos: Imagem do site: http://conexaociencia.wordpress.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PERFIL //Ney Matrogrosso

PARA ALÉM DOS PRECONCEITOS:

UM HOMEM TRANSGRESSOR,

QUE OUSOU SONHAR COM A LIBERDADE

A ditadura militar foi palco da história dele. No momento em que o país vivia encoberto por um pano preto, censurado e andando de cabeça baixa – como já dizia Chico Buarque: “(...) A minha gente hoje anda. Falando de lado. E olhando pro chão, viu. Você que inventou esse estado. E inventou de inventar. Toda a escuridão” –, explodia pro mundo, um artista forte, contestador, ousado, de voz rara e apaixonado pela arte.

Vivendo para além, nunca pensou no passado nem no futuro. Transgrediu e desafiou a ditadura, com arma própria: o talento e a voz. Voz que ecoava Brasil a dentro, levando alegria à vida de pessoas comuns, como do senhor Francisco Salgado, que bailava ao som da inclassificável voz de Ney Matogrosso. Artista, famoso, intérprete, cantor. Definam como queiram. Pois, pra mim, ele foi o “nosso Ney”. Não o nosso Rei. Mas o nosso Ney, despido de estrelismo e tão mortal como qualquer outro mortal.

No alto dos 67 anos, despido de máscaras e preconceitos, o jovem Ney mantém a simpatia de uma criança e a maturidade de um senhor. Senhor que já perdeu dezenas de amigos para a morte, já foi brinquedo de crianças, usou drogas, muitas drogas, viveu a filosofia hippie, sonhou com a liberdade, se assumiu gay e soube, e sabe, dizer não. Não às gravadoras, não à Globo, não às drogas, não...

Conhecedor do mundo, Ney poderia ter colocado a gente, jovens aprendizes da arte de entrevistar, no bolso. Mas não, ele nos ajudou a chegar a um diálogo possível. Se num primeiro momento esteve contido. Num segundo, foi dominado por um turbilhão de idéias, sentimentos, emoções, gestos. Permitindo a si mesmo, comover-se com as lembranças que lhe vinham à mente como águas cristalinas, as quais habitam a solidão do homem Ney. O homem com H, que é capaz de se emocionar contemplando o ir e vir de um beija-flor – “Não, não, obrigado”.

Dono de si, Ney vai contando sua vida como quem conversa com novos amigos. Embora se repita em alguns trechos, ele também se reinventa, e faz confidências, deixando no meio do caminho reticências, para nos levar, quem sabe, ao seu íntimo. Ativo, ele gesticula e vive o momento, mas também revive o passado. Olhando para além dos nossos olhos, ele parece tentar adivinhar nossos pensamentos. Parece querer captar nossas sensações naquele instante.

A tarde estava calorenta. Isso podia ser percebido na maneira como Ney movia as mãos, em movimentos que pareciam querer sacar, para fora do corpo, a blusa a incomodá-lo. Mas diante daquele ser, no mínimo exótico, não percebi o calor, nem o barulho, nem tão pouco o tempo. Aliás, o tempo pareceu estar compactuando com aquele momento, porque ele passou preguiçoso e silencioso. Não fosse pelo gravador, ainda de fita, que teimava sinalizar a passagem das horas, eu diria que o tempo pára...

Eu queria apreender aquele momento na memória para sempre. Com tênis allstar verde, camisa gasta, calça jens colada, Ney parecia um de nós. Tentei lhe sugar cada detalhe, cada sinal, cada gesto, cada marca do tempo, que me fez lembrar que o tempo, realmente, não pára. Parecendo captar meus pensamentos, Ney me consola – “O corpo da gente vai envelhecendo, mas a gente é o mesmo. Aquele lá é a mesma pessoa. Só envelhece por fora, dentro você é o mesmo”.

Ney de Souza Pereira conquista com o carisma, com a simpatia, com o bom humor, mas também com o jeito tímido e respeitoso de receber um gemidinho. Despido de parafernálias, o homem Ney abriu a porta da sua vida, acrescentou algo em mim e levou algo em troca. Mais que tudo isso, Ney me sacudiu e me lembrou de sonhar com a liberdade.

* Este perfil foi produzido durante a disciplina Laboratório de impresso, do curso de Comunicação Social da UFC, para compor a entrevista do cantor Ney Matogrosso, concedida à Revista Entrevista n° 21, em 2008.

Veja notícia relacionada: http://lc4.in/27B

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Preocupação Sócio-ambiental ou meramente mercadológica?

Bem, parece que a moda da vez é ser politicamente correto, pensar no desenvolvimento sustentável, ter responsabilidade social ou coisas do gênero. Porém, o que era para ser preocupação sócio-ambiental passou a ser questão de escolha política ou econômica. Muitas das empresas que levantam bandeiras do tipo: “Não queremos meio ambiente, queremos todo”, são as primeiras que desmatam, poluem, queimam, sem maiores reservas. Pois é, parece que ser uma empresa “amiga do meio ambiente” virou um negócio rentável. Ainda mais quando se pode fazer tudo isso alegando estar preocupada com o futuro do planeta, da Amazônia, da água, da camada de ozônio e blá, blá, blá.

Mas não pensem que é fácil ser uma empresa com responsabilidade social. Porque afinal, tem que convencer, não é?! Para isso, milhões são investidos em propagandas, congressos, palestras, diálogos universitários, brindes, e por aí vai. Mas a situação não é tão má assim. Nem todas as empresas entraram nessa onda visando ao retorno. Há também aquelas que entraram por causa das pressões da sociedade e do mercado, já que, segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, 65% dos brasileiros valorizam empresas socialmente responsáveis.

Parece irônico. Mas o fato é que as empresas que se dizem preocupadas com questões sócio-ambientais disparam no mercado. Mas não era para ser sem lucros, retornos ou coisa assim??? De acordo com o levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com 9.978 companhias do setor privado, no período de 2000 a 2004, houve um aumento de 10% do número de empresas que investem na responsabilidade social. O que equivale a aplicação de R$ 4,7 bilhões ou 0,27% do Produto Interno Bruto (PIB).

É fato que algumas das empresas que mais vêm crescendo no mundo são as que participam de projetos ligados a questões ambientais ou colaboram, de alguma forma, com o desenvolvimento sustentável do planeta. O setor empresarial mais esclarecido, como um bom filho do capitalismo, já se deu conta de que o melhor mecanismo para gerar lucros está ligado a uma inovação de atitude, ou seja, a uma “preocupação” com o meio ambiente.
Assim, prêmios de incentivo, como: o Selo Empresa Amiga da Criança, criado para empresas que não utilizem mão-de-obra infantil; o ISO 14000, para dar destaque às ações ambientais da empresa; o SA8000, para assegurar que não existam ações anti-sociais, são disputadíssimos pelas ditas empresas com responsabilidade sócio-ambiental.

Como o que importa é estar na moda, tornou-se comum empresas se apresentarem como sendo companhias de “responsabilidade social”. Nos últimos anos, estas empresas que se apresentam como patrocinadoras da sociedade viram a responsabilidade sócio-ambiental como uma nova oportunidade, uma “nova onda”, capaz de agregar valor, respeito e confiança às suas marcas. É difícil não pensar que a maioria das empresas socialmente corretas são iguais as demais e que suas ações visam não à sustentabilidade do planeta, mas a servir a propósitos meramente estéticos e comerciais.

Uma prova dessa realidade está nos dados da reportagem de capa, da edição 839, da revista EXAME, onde 90% dos programas de responsabilidade social são geridos pelos departamentos de marketing das empresas. Esse número mostra que, aproveitando-se de falsas preocupações sociais ou ambientais, as empresas utilizam a “responsabilidade social” para promover sua imagem.

Claro que essa realidade não é igual para todas as empresas. Existem empresas que estão realmente comprometidas com o planeta, que buscam uma convivência equilibrada com o meio ambiente. Agora, resta saber qual delas se encaixa nesse perfil altruísta.

E, daqui a alguns anos, qual será a nova tendência??? Criar florestas naturais com animais produzidos em laboratórios ou reciclar animais para fazer bolsas para a primavera-verão?

Crédito: Imagem do blog: http://planetafuturomelhor.blogspot.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Usar ou não usar? Eis a tendência!

Quem disse que frivolidade não traz felicidade?
Moda é bom de ver, de usar, de inventar e de ousar.
Criar tendências e estilos faz de você original.
Ser simplesmente você também te faz original.
Moda é isso. É ser natural, espontânea e autêntica.
Seguir tendências que nada tem a ver com você não está na moda.
Não importa se você é básica, zen, hippie, "emo", perua, ousada, extravagante ou patricinha.
O que importa é que você ofereça a cada um desses estilos atitude e personalidade.

O que está na moda e está com tudo: Sapatilhas!
Abuse das sapatilhas, além de estar super na moda, elas combinam com várias ocasiões - do passeio no shopping ao trabalho - e com todos os estilos de mulher. Mesmo as mais baixinhas, se combinarem bem a roupa, podem abusar das sapatilhas.

O que está na moda e não está com nada: Sobrancelhas apagadas!
É uma moda para as passarelas, que combina com poucas mulheres. Mesmo aquelas mais ousadas só deverão aderir a moda se tiverem pele clara e rosto anguloso. E não basta isso, é preciso ainda muita maquiagem nos olhos ou na boca para acender a produção. Longe de ser democrática como as sapatilhas, a moda das sobrancelhas apagadas deixam as morenas de fora. E as brancas? Bem... correm o risco de ficarem com uma aparência levemente doentia.




De quantas formas se costura um texto jornalístico


O jornalismo é mesmo um mundo de idéias. Palavras ganham força ou irrelevância de acordo com o objetivo do autor do texto. Basta mudar o posicionamento ou usar uma palavra de realce. Pronto, o contexto está mudado. E não adianta falar em imparcialidade. Arriscaria até dizer que isso é um mito do jornalismo. Uma utopia...

A idéia é que a notícia, texto, matéria, enfim, seja o mais imparcial possível. E podem acreditar, os jornalistas perseguem isso com determinação. É uma luta constante entre a subjetividade e a objetividade. Mas é quase impossível não deixar impressões pessoais ou marcas da própria personalidade no texto.

A simples escolha de uma palavra, a opção por um tom mais agressivo ou afável, a escolhas das fontes que ganharão voz e o destaque de certos dados a custo do desprezo de outros dão indícios de que o texto pode ser marcado pela parcialidade – algo que suscita bastante controvérsia no bom e velho jornalismo.

O livro Técnicas de Codificação em jornalismo, de Mario Erbolato, em um dos seus tópicos, destaca a valorização dos elementos da notícia a partir do lead. A possibilidade de enfoques, formas e focos de uma mesma notícia é múltipla. Fatores como fontes, tempo, conhecimento do tema, interesse público, linha editorial e as crenças e ideologias do repórter darão o tom e a cor do texto.

O lead pode ser escrito, ou melhor, costurado pelo menos de seis modos diferentes, a fim de valorizar cada um dos elementos da notícia – O que?, Quem?, Quando?, Onde?, Como? e Por que?

O texto tirado do site g1.com.br servirá de análise:

Dois suspeitos foram baleados, na tarde desta sexta-feira (8), durante uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara), no Morro do Martins, no bairro Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar.

Vamos decompor o lead:

Quem? – dois suspeitos.

Quando? – na tarde desta sexta-feira.

O que? – foram baleados.

Onde? – no Morro do Martins, no bairro Neve, em São Paulo, na Região Metropolitana do Rio.

Por que? – uma troca de tiros com policiais militares.

O texto original dá destaque para os dois suspeitos baleados. Agora, vamos refazer o lead original, destacando O que?, Quando?, Onde? e Por que?

Valorizando o QUE:

Foram baleados, durante uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara), dois suspeitos, na tarde desta sexta-feira (8), no Morro do Martins, no bairro Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar.

Valorizando o QUANDO:

Na tarde desta sexta-feira (8), dois suspeitos foram baleados, durante uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara), no Morro do Martins, no bairro Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar.

Valorizando o ONDE:

No Morro do Martins, no bairro Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, dois suspeitos foram baleados, na tarde desta sexta-feira (8), durante uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara). As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar.

Valorizando o POR QUE:

Uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara) deixou dois suspeitos baleados, na tarde desta sexta-feira (8), durante no Morro do Martins, no bairro Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar.

A construção de um texto é feito por escolhas, encaixes. É uma verdadeira teia de informação que vai sendo costurada, a fim de achar um sentido. Entretanto, as possibilidades de cores e tons que podem ser dadas ao texto são imensas. O segredo está em achar o “nó” certo!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cem palavras

"Saudade aperta sempre além."
"Amo gente perto de mim."
"Sempre sinto vontade de escutar: querida!"
"Confirmado momento feliz."
"Não vejo sucesso com muitos egos por perto."

Uma palavra magoa, diverte, faz rir. Encanta e desencanta... Estimula, inebria e mascara. Conta estórias, muda estórias e reinventa estórias. Simplesmente ecoam, bailam pelo universo e voltam em forma de fatos, ditos e atos! Palavras positivas são sempre bem vidas. As auspiciosas e maldosas nem sempre. Fale frases sem sentido. Frases feitas. Frases estúpidas. Fale coisas banais, fale coisas fatais. Sussurre palavras de amor. Grite palavras de torpor. Não reprima palavras. Fale alto. Fale grato. Fale cem palavras sem pudor!

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Uma semana arre-égua


Recentemente, precisei de informações acerca de uma cidade que iria visitar. Garimpei informações pela internet. Olhei vários sites, e o máximo que consegui foi saber onde se localizava alguns bairros turísticos e o aeroporto.

Pensando em facilitar a vida daqueles interessados em fazer um tour por Fortaleza, resolvi compilar informações básicas sobre a terrinha...

E, como chegar numa cidade e “charlar” apenas como turista não é o meu forte, tomo a liberdade de ir além... De falar das atrações turísticas, mas também daquelas que todo bom fortalezense adora.

ROTEIRO: Uma semana arre-égua

Fortaleza é um lugar que vibra na mesma intensidade que o sol. O povo hospitaleiro, as belas praias, a cultura, o humor atrevido e o gosto pela vida dão o tom de alegria à cidade. Conhecida por suas belas praias, Fortaleza tem bem mais que isso. Tem boa música, comida e diversão pra todas as “tribus”.

Confira as dicas pra viver 7 dias de muita diversão em Fortaleza.

Segunda em Fortaleza


Famosa por ter a segunda-feira mais louca do mundo, a cidade dá boas vindas aos que chegam no Pirata bar. O local resgata o velho e tradicional forró pé-de-serra. Ao som de sanfona, triângulo e zabumba, a noite começa cedo, por volta das 20h, e segue até de manhã.

É bom que se diga que é um lugar feito pra turistas e freqüentado por turistas. Dificilmente, você irá encontrar um fortalezense por lá, salvo aqueles que estão servindo de guias pra amigos ou familiares. Entretanto, gringos e brasileiros de todas as bandas não vão faltar.

Terça em Fortaleza


Depois de matar todo o sono acumulado da noite de segunda, parta pra um passeio por alguns pontos turísticos que não podem faltar na sua viagem. Vá até o Mercado Central – lá é um dos centros de cultura local, onde você pode encontrar desde confecções e bordados a produtos da terra, como castanhas e cachaças caseiras. Aproveite e dê um pulinho da Catedral Metropolitana de Fortaleza, que fica logo ao lado.

Em seguida, siga até a Avenida Monsenhor Tabosa (embora seja bem próxima do Mercado Central, prefira ir de táxi ou de ônibus. O percurso a pé pode ser perigoso). Assim como o Mercado Central, a Monsenhor Tabosa é um ótimo lugar pras compras. Conhecida pela sua confecção e bolsas e calçados, a Avenida é muito freqüentada por turistas e fortalezenses.

Pra um fim de tarde, desça – a pé mesmo – até o charmoso Centro de Cultura Dragão do Mar. Lá tem lugares bons pra um happy hour. Outra boa opção é dar uma paradinha na Cafeteria Santa Clara, já eleita como a melhor cafeteria da cidade pela revista VEJA. As atrações do Dragão do Mar são muitas. Possivelmente será preciso mais uma visitinha pra poder dar conta de conhecer o Teatro, o Museu de Arte Contemporânea e o Planetário.

Pra quem ainda tem pique depois desse bate-perna, à noite pode optar por um show de humor e forrozinho na barraca de praia Crocobeach. Mas deixe pra curtir a noite da Praia do Futuro na quinta-feira, dia tradicional do caranguejo.

Quarta em Fortaleza


Ainda sobraram alguns pontos turísticos para serem conhecidos. O centro da cidade, como na maioria dos lugares, concentra alguns dos principais prédios históricos de Fortaleza. Para aqueles que gostam de história e de conhecer a cultura local, não deixem de ir ao Paço Municipal, Passeio Público (tem uma vista linda do mar), Estação Ferroviária João Felipe, Theatro José de Alencar e o Cine São Luis, na Praça do Ferreira.

Esse circuito pode ser feito a pé. Mas procure ir acompanhado, evite andar com objetos de valor nas mãos, passe protetor solar e se prepare pra ver uma mistura de cores e rostos. Na Praça, aproveite pra provar o famoso caldo-de-cana e o pastel de carne do Leão do Sul.

Confira outras atrações culturais no site: http://www.fortalezatur.com.br/pontosturisticos.html

Uma segunda opção é curtir alguma praia nas proximidades de Fortaleza. A praia do Cumbuco é uma boa pedida. A cerca de 35 km da capital, ela oferece boa infraestrutura de restaurantes e barracas, bela praia e passeios “adrenalizantes”, em veículos 4x4, pelas dunas. Os bons ventos são favoráveis à prática do windsurfe e kitesurfe.

À noite, o Polo Gastronômico da Varjota já começa a fervilhar. Bares, botecos e restaurantes são ponto de encontro pra todos os gostos, idades e bolsos. Algumas das opções são Docentes e Decentes – tem boa música e ótimo feijão verde; Sinuca – voltado para um público mais jovem e descolado, que adora uma sinuquinha, é claro!; Arre Égua – um ótimo lugar pra dançar, beber e comer. Para quem quer comer bem e barato, e não tem muito luxo, Assis, o Rei da Picanha é o pico.

Atração é que não falta. Se tiver na dúvida, vai e deixa os sons, os cheiros e as cores te guiarem. Mas cuidado, alguns dos estabelecimentos podem ter precinhos um pouco “salgado”, e poucos dão a opção de ver o menu na entrada!

Quinta em Fortaleza


A quinta pode ser um bom dia pra visitar o Beach Park, na Praia do Porto das Dunas. O risco dele estar lotado e de enfrentar longas filas pra curtir as atrações é bem menor. O entretenimento é um dos maiores parques aquáticos na America Latina. Dentre seus brinquedos estão a maior piscina de ondas da América Latina e o mais alto toboágua do mundo. Lá a diversão começa pela manhã e termina fim de tarde. É possível encontrar guias e empresas de turismo que vendem pacotes pro parque nas calçadas da Beira-mar. Negocie os preços, é quase certo um desconto de pelo menos 10%! Mas se prepare pra pagar valores apimentados no Beach Park, onde a entrada custa R$ 120,00 – adultos e R$ 110,00 – crianças.

Você vai terminar o dia cansadíssimo! Descanse pra aproveitar a noite.

Quinta-feira é dia da tradicional caranguejada. As barracas de praia começam a bombar cedo. A dica é a barraca Crocobeach, Chico do Caranguejo, Vira verão e Marulho (essa tem o melhor preço!). Pra quem não quer terminar a noite cedo, pode esticar pro boite Órbita Bar, que toca surf music e ferve de gente de bonita. ­

Sexta em Fortaleza


Durma bastante. Curta o fim da manhã na praia com uma boa peixada. A barraca preferida dos fortalezenses é a Vira-verão, mas a atendimento é lento e muitas vezes penoso. Os preços nas barracas são basicamente os mesmos. Boas dicas pra turistas são as barracas Crocobeach, Chico do Caranguejo, Vila Galé, dentre outras.

Fim de tarde, a dica é ir curtir o pôr-do-sol na beira-mar ou na ponte metálica - Praia de Iracema, tomar água de coco e aproveitar pra comprar as lembrancinhas que faltam na feirinha da Beira-Mar.

À noite, uma boa opção é a boite Mucuripe Club, provavelmente a melhor boite de Fortaleza. O local atrai um grupo seleto de pessoas. A entrada varia entre 25,00 e 35,00 reais. Há ainda muitas opções de bares no Dragão do Mar, como a conhecida casa de samba Buoni Amici`s Bar, que junta uma galera com o perfil mais despojado.

Sábado em Fortaleza

Fim de tarde rola muita animação nos bares da Varjota, como Colher de pau e Cabana da negona. À noite, tem o conhecido Forró no Sítio, que, como não poderia deixar de ser, toca muuuuito forró! É o lugar ideal pra “playboyzada” do forró.

Pra quem curte o ritmo, vale a pena conferir! Mas não esqueça que nosso forró é eletrônico, bem diferente daqueles tocados no Rio de Janeiro ou Salvador.

Domingo em Fortaleza


Praaaaaaaaia. É pra onde 9 de cada 10 fortalezenses vão! Pra quem não agüenta mais praia, uma ótima opção é fazer uma visitinha ao Museu da Cachaça, no município de Maranguape. Além de conhecer um pouco da história da cachaça, há a opção de curtir o Y-park, que oferece atividades de aventura, como tirolesa, arvorismo, trilhas, escaladas e caiaque.

Saia cedinho, pra aproveitar bem o dia. O pacote para o entretenimento também pode ser comprado nas agências de turismo localizadas na Monsenhor Tabosa ou na Beira-Mar.

À noite, tem a opção de conhecer o Shopping Iguatemi e curtir um cineminha ou ainda fazer algo mais local, como comer camarão a um booom preço no final da Beira-mar, já na Praia do Mucuripe. Essa área exige um pouco de atenção, no entorno há algumas favelas. Prefira ir acompanhado.

Uma outra opção pro fim de semana é conhecer a badala praia da Canoa Quebrada, que fica a cerca de 2h da capital. Lá tem várias opções de hospedagem. É possível escolher desde hotéis luxuosos a pousada simples e acessíveis pra todos os bolsos. A cidadezinha tem praia mansa e oferece uma gastronomia diversificada, além de uma noite animada, ao som de reggae, dance e forró, que só termina com o nascer do sol.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Good bye Fortaleza

São muitas as opções e dicas a serem dadas. Aqui é uma compilação resumida de lugares que não podem faltar no seu roteiro, mas nada impede de ser mudado e até jogado pro espaço. Pesquise mais! Existem centenas de sites com dicas quentes pra se divertir em Fortaleza... Mas não esqueça: a pesquisa de campo ainda é a melhor forma de absorção e vivência. Então se joga e vai no ritmo da onda do mar ou do pra onde a vida me levar!

E-MAIS

Se joga --.> Não dispense o convite de ir ao Tocantins, Boteco Praia, Zug Choperia, Lèscale, Entre amigos, Bar da Heineker, Arlindo. Todos tem coisas boas a oferecer!

Se fija de morto --.> Dispense categoricamente o convite de conhecer bairros como José Walter, Conjunto Ceará, Autran Nunes, Barroso, eles podem ser potencialmente perigosos. Não vá ao Norte Shopping, Barolla Bar e Paladar!