
Mas não pensem que é fácil ser uma empresa com responsabilidade social. Porque afinal, tem que convencer, não é?! Para isso, milhões são investidos em propagandas, congressos, palestras, diálogos universitários, brindes, e por aí vai. Mas a situação não é tão má assim. Nem todas as empresas entraram nessa onda visando ao retorno. Há também aquelas que entraram por causa das pressões da sociedade e do mercado, já que, segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, 65% dos brasileiros valorizam empresas socialmente responsáveis.
Parece irônico. Mas o fato é que as empresas que se dizem preocupadas com questões sócio-ambientais disparam no mercado. Mas não era para ser sem lucros, retornos ou coisa assim??? De acordo com o levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com 9.978 companhias do setor privado, no período de
É fato que algumas das empresas que mais vêm crescendo no mundo são as que participam de projetos ligados a questões ambientais ou colaboram, de alguma forma, com o desenvolvimento sustentável do planeta. O setor empresarial mais esclarecido, como um bom filho do capitalismo, já se deu conta de que o melhor mecanismo para gerar lucros está ligado a uma inovação de atitude, ou seja, a uma “preocupação” com o meio ambiente.
Assim, prêmios de incentivo, como: o Selo Empresa Amiga da Criança, criado para empresas que não utilizem mão-de-obra infantil; o ISO 14000, para dar destaque às ações ambientais da empresa; o SA8000, para assegurar que não existam ações anti-sociais, são disputadíssimos pelas ditas empresas com responsabilidade sócio-ambiental.
Como o que importa é estar na moda, tornou-se comum empresas se apresentarem como sendo companhias de “responsabilidade social”. Nos últimos anos, estas empresas que se apresentam como patrocinadoras da sociedade viram a responsabilidade sócio-ambiental como uma nova oportunidade, uma “nova onda”, capaz de agregar valor, respeito e confiança às suas marcas. É difícil não pensar que a maioria das empresas socialmente corretas são iguais as demais e que suas ações visam não à sustentabilidade do planeta, mas a servir a propósitos meramente estéticos e comerciais.
Uma prova dessa realidade está nos dados da reportagem de capa, da edição 839, da revista EXAME, onde 90% dos programas de responsabilidade social são geridos pelos departamentos de marketing das empresas. Esse número mostra que, aproveitando-se de falsas preocupações sociais ou ambientais, as empresas utilizam a “responsabilidade social” para promover sua imagem.
Claro que essa realidade não é igual para todas as empresas. Existem empresas que estão realmente comprometidas com o planeta, que buscam uma convivência equilibrada com o meio ambiente. Agora, resta saber qual delas se encaixa nesse perfil altruísta.
E, daqui a alguns anos, qual será a nova tendência??? Criar florestas naturais com animais produzidos em laboratórios ou reciclar animais para fazer bolsas para a primavera-verão?
Crédito: Imagem do blog: http://planetafuturomelhor.blogspot.com
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